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2) É uma pergunta
permanentemente feita por estudantes, peritos, advogados, juizes e público em
geral. Muitas pesquisas tem sido feitas a esse respeito, e continuarão ainda
por muito tempo, pois a ciência moderna tem expandido o seu limite de tempo. A
seguinte história uma experiência de sucesso neste sentido.
Em 1948, com dezoito anos, o Sr.
N.N., passou a fazer parte da tripulação, como marinheiro, de um grande navio.
A família muito pouco ouvia notícias deste. Até que, em 1956, foram
informados que ele havia abandonou o navio num porto da Austrália. Seu irmão
tentou inúmeras vezes entrar em contato com o ele, mas foi em vão.
No outono de 1974, um homem que
deu se apresentou com o nome de THOMAS NELSON, foi detido em Sidney, Austrália
pela acusação de furto. Na manhã seguinte foi
encontrado morto em sua sela. Como a polícia australiana acreditava ser
ele norueguês, tentaram encontrar sua família via Polícia Criminal Central,
de Oslo.
A investigação descobriu que não
tinha nenhum cidadão norueguês com aquele nome; deveria então ser um nome
falso. Também a busca de suas impressões digitais nos arquivos também foi
negativa. Entretanto, no curso das investigações o nome do marinheiro
desaparecido foi levado em consideração, aos observarem que ambos tinham a
mesma data de nascimento, 2 de fevereiro de 1930. Teria-se que investigar e
buscar provas de que THOMAS NELSON e o marinheiro desaparecido seriam uma única
e mesma pessoa.
Em Março de 1975, recebi alguns
livros escolares que haviam pertencidos ao marinheiro desaparecido. Estes livros
haviam sido guardados e não tinham sido tocados desde que ele deixou a escola
primária. Tratei os livros com uma solução de ninidrina e
obtive sucesso na revelação de uma impressão digital em uma das páginas
do livro, ainda que um pouco clara (Vija as Figuras A, B e C). O exame de
confronto provou que a impressão encontrada no livro é idêntica àquela
coletada do cadáver da prisão. Estima-se que a impressão foi alí
depositada há cerca de 30 ou 35 anos.
Sei que impressões antigas como
estas já foram reveladas em materiais de teste, mas nunca tinha ouvido dizer
que tinham realmente resolvido um caso.
Talvez num futuro não muito
distante alguém pode encontrar uma de nossas impressões digitais e pensar
“quanto tempo dura uma impressão digital?”
Henry
Involdstad – Central de Polícia de Oslo, Noruega)
Tradução e adaptação: Clemil
José de Araújo
Publicação na revista “ Fingerprint and Idenfication” pelo Intitute of Applied Science, Chicago, Illinois, EUA.
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